Sem sentido

Depois de uns dias sem desenhar por causa de uma lombalgia e outras coisas, abri com saudade a caixa onde guardo os bons e velhos lápis Lumograph, ao som do bom e velho Roger Waters. Entre outras coisas, sempre desenho em pé e minha coluna lombar andou a reclamar nas últimas semanas — devido a um erro, uma palavra errada, um pensamento torto em minha mente... Obviamente, fruto de um erro.

Erros e acertos, erros e acertos, erros e acertos... Erros, erros ,erros, erros, erros...

Mortevida

Nas negras horas do dia, intermináveis e nauseabundas, semi-consciente, meio morto, quase vivo, quase vivo: não sei se existo: quase não existo.

Na noite, renasço, e por algumas horas, por alguma eternidade efêmera, por algumas cores e alguns sons, às vezes me vejo em mim. Às vezes pareço estar ali.

Toujours ivre

Il faut être toujours ivre.
Ultimamente, estou todos os dias ivre. Não de virtude, não de poesia, não de vinho: de vodka. Vodka com suco de laranja, vodka com suco de abacaxi, vocka com água, vodka pura, vodka com leite de soja...
É claro: de arte também. Um pouco. Ou 100%, não sei.
Tem outro jeito?

É estranho como a realidade parece mais próxima quando o cérebro está anestesiado.

Hans Hartung - Oficina do Gesto

Excelente a retrospectiva, no CCBB de São Paulo, de Hans Hartung, intitulada Oficina do Gesto, a primeira do artista no Brasil. Apesar de o espaço ser meio desajeitado para uma exposição tão grande, fazendo com que as mais de 160 obras ficassem espalhadas por cinco andares, tendo o visitante que pegar elevador ou descer escada entre uma sala e outra, a impressão que fica é de uma organização muito bem feita por parte do CCBB. Ou talvez, olhando de outro modo, justamente a fragmentação forçada pelo espaço talvez tenha feito a exposição ficar interessantemente dividida em cinco fases ou aspectos diferentes — definindo-se assim uma imagem mais organizada do conjunto da obra.

Como Michelângelo fez de Davi um gigante

Em Roma, Michelângelo morou bem perto da Coluna de Trajano, um monumento de quase 40 metros de altura construído em torno do ano 100 d.C. Não tinha como não ficar impressionado com a sofisticação tecnológica da engenharia da Roma antiga. A tal coluna foi construída com 20 cilindros enormes de mármore, cada um pesando 32 toneladas. A colocação dos cilindros superiores foi uma façanha digna de um imperador romano — façanha impossível para os construtores renascentistas.

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