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Grieg: Piano Concerto

A abertura do concerto para piano de Grieg, o único que ele compôs, é fabulosa, uma das melhores aberturas que conheço. O concerto todo é fenomenal, arrasador, absurdo. O finale é sobre-humano.

Grieg especializou-se em Lieder e trabalhou muito pouco com orquestra. Mas esse concerto que escreveu em 1868, com 24 anos, tornou-se um dos mais icônicos concertos para piano de todos os tempos. A pouca idade com que o compôs é surpreendente, mas mais surpreendente ainda é o fato de que não escreveu nenhum outro concerto depois, e nenhuma sinfonia.

No início, Grieg teve dificuldade em encontrar quem publicasse primeiro concerto, mas a composição acabou se tornando uma das mais tocadas do gênero.

A primeira apresentação aconteceu em 1869 no Casino Concert Hall em Copenhagen, tendo como solista o pianista norueguês Edmund Neupert. A performance foi um sucesso arrasador. Na plateia estavam muitos músicos consagrados que logo começaram a difundir suas impressões positivas sobre o novo trabalho do jovem compositor.

Um ano depois, Franz Liszt fez grandes elogios ao concerto e a Grieg quando este o visitou em Roma. O concerto foi finalmente publicado em 1872 e logo chegou às mãos de importantes pianistas. E em 1874, um desses pianistas o apresentou em Londres e outros dois o introduziram ao público norte-americano.

Foi na América, lugar em que Grieg jamais esteve, que o concerto explodiu e veio a se tornar o clássico obrigatório que é hoje.

Aqui é o gigantesco Arthur Rubinstein, prestes a passar desta para melhor, que acaricia a pianola no concerto completo, junto com a London Symphony Orchestra e sob a condução de André Previn.

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